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Projetos de Pesquisa
As linhas de pesquisa do LACE consistem em investigar efeitos agudos, subagudos e/ou crônicos do exercício físico sobre o sistema cardiovascular.O interesse nesse assunto deve-se ao fato das doenças cardiovasculares serem as principais causas de morte no Brasil e no mundo, e o treinamento com exercícios físicos ser um dos meios não farmacológicos mais baratos e eficazes na prevenção e no tratamento dessas doenças.
O exercício físico, por sua vez, é extremamente útil para avaliar a saúde do sistema cardiovascular, pois durante a realização do mesmo há um grande aumento da demanda metabólica para o sistema cardiovascular a fim de manter a homeostasia (efeito agudo), sendo que esta demanda continua aumentada horas após a interrupção do exercício (efeito subagudo). Um exemplo do aumento da demanda é o comportamento da frequência cardíaca. Durante o repouso a frequência cardíaca de um indivíduo jovem, saudável e sedentário encontra-se em torno de 60 batimentos por minuto, sendo que durante o exercício físico a freqüência cardíaca pode aumentar aproximadamente 200%! Portanto, a observação das respostas do sistema cardiovascular durante e após o exercício físico expõe possíveis disfunções do sistema cardiovascular que não são óbvias em repouso.
Os projetos são financiados por:
- Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq);
- Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ);
- Finaciadora de Estudos e Projetos (FINEP);
- Fundação Euclides da Cunha de Apoio Institucional à UFF (FEC);
- Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
Sendo assim, os projetos de pesquisa atualmente em desenvolvimento no LACE são os seguintes:
2010 - Atual
Mecanismos bioquímicos, celulares e genéticos da adaptação da função endotelial e autonômica ao exercício físico e dieta em indivíduos sob risco cardiometabólico.
Descrição: Os marcadores bioquímicos, celulares e genéticos da função endotelial e autonômica têm sido considerados fatores de risco cardiometabólico e, intervenções como treinamento físico e dieta parecem atenuar ou reverter tais fatores de risco. Por essa razão, o objetivo do presente projeto é avaliar o perfil bioquímico (variáveis associadas a doenças cardiovasculares e inflamação), perfil celular (células relacionadas com o reparo da camada de revestimento dos vasos sanguíneos) e perfil genético (herança genética, que passa de pais para filhos), assim como a resposta dessas variáveis ao teste de esforço máximo e treinamento físico e dieta em indivíduos sob risco cardiometabólico.
2010 - Atual
Impacto do Exercício Físico na Reatividade Vascular e Sistema Nervoso Autônomo de Indivíduos com Risco Cardiometabólico.
Descrição: O exercício físico exige diversas respostas vasculares e autonômicas para manutenção da homeostasia cardiovascular. Indivíduos com risco cardiometabólico tendem a apresentar disfunções vasculares e autonômicas em repouso. Entretanto estas podem ser mais evidentes quando avaliadas sob a influência do exercício físico. O objetivo deste projeto é investigar o impacto do exercício físico sobre a reatividade vascular e função autonômica de indivíduos com risco cardiometabólico.
2009 - Atual
Impacto do Exercício de contra-resistência em indivíduos com hipertensão estágio 1 não tratados: reatividade vascular e modulação autonômica.
Descrição: O sistema cardiovascular é intensamente modulado pelo sistema nervoso autônomo. A avaliação autonômica cardiovascular permite traçar um provável prognóstico dos pacientes cardiopatas e diagnosticar disautonomias, ou seja, diferenciação entre disfunção autonômica simpática, parassimpática e mista. Atualmente, temos diversos métodos para a avaliação autonômica, como bateria de testes autonômicos cardiovasculares, avaliação da reatividade cardiovascular ao estresse sensorial, avaliação do barorreflexo arterial e variabilidade da frequência cardíaca (VFC). Analisar a VFC nos permite compreender as flutuações espontâneas que a frequência cardíaca (FC) sofre ao longo do tempo. Já a sensibilidade do barorreflexo arterial pode ser determinada pelo grau de variação da FC em resposta às alterações da pressão arterial.
2007 - Atual
Impacto de polimorfismos genéticos na magnitude das respostas cardiovasculares ao exercício agudo e crônico: reatividade vascular e modulação autonômica.
Descrição: Fatores fenotípicos parecem não explicar totalmente a variação interindividual nas respostas cardiovasculares ao exercício. Neste sentido, diversas evidências sugerem que fatores genéticos teriam um imporatante papel. O objetivo do presente projeto é investigar o impacto de polmorfismos genéticos na magnitude de respostas cardiovasculares, principalmente as respostas de reatividade vascular e modulação autonômica, ao exercício agudo e crônico.
2003 - Atual
Impacto da dieta e exercício físico sobre a função endotelial e autonômica de indivíduos sob risco de diabetes tipo 2.
Descrição: Indivíduos com história familiar de primeiro grau de diabetes tipo 2 apresentam alto risco cardiometabólico, incluindo um risco aumentado para o desenvolvimento de diabetes tipo 2. Faltam evidências para identificar se a disfunção endotelial e autonômica observada em indivíduos com história familiar de primeiro grau de diabetes tipo 2 é uma característica primária ou uma conseqüência dos riscos cardiometabólicos, comumente observados nesses indivíduos. O objetivo do atual projeto é avaliar os efeitos do treinamento físico e da dieta sobre a reatividade vascular e modulação autonômica de indivíduos com história familiar de DM2.
1995 - Atual
Efeito da Estimulação Colinérgica com Piridostigmina sobre o Sistema Cardiovascular.
Descrição: Este projeto tem como objetivo estudar os efeitos cardiovasculares do brometo de piridostigmina em indivíduos saudáveis e coronariopatas.Estimulação colinérgica com brometo de piridostigmina: avaliação do débito cardíaco durante de indivíduos sadios em repouso, estresse mental e exercício isométrico.



