Laboratório de Imunoparasitologia

Responsáveis: 

Veronica Figueiredo do Amaral

As leishmanioses são zoonoses re-emergentes registradas no Brasil e apresentam as formas clínicas visceral e cutânea. No estado do Rio de Janeiro, as espécies L. braziliensis, L. chagasi e L. amazonensis estão envolvidas na infecção. Apesar da importância epidemiológica, a leishmaniose é uma doença negligenciada pela indústria farmacêutica, existem poucos medicamentos para o seu tratamento e os utilizados na terapêutica apresentam vários efeitos adversos. Compostos químicos heterocíclicos apresentam diversificadas propriedades farmacológicas entre elas atividades antiviral, antitumoral, antifúngica e anti-inflamatória. Recentemente mostramos que o composto heterocíclico carboidrazidas pirazólicas não apresentam toxicidade sobre macrófagos peritoneais de camundongos e têm eficiente atividade in vitro em formas promastigotas de L. amazonensis e menor eficácia em L. braziliensis e L. chagasi. Dados preliminares demonstraram que estes compostos reduzem a lesão cutânea e carga parasitária de camundongos infectados por L. amazonensis. Nossa hipótese de trabalho é que este composto além da comprovada atividade leishmanicida também tenha importante efeito imunomodulador sobre o hospedeiro. Este projeto tem como objetivo avaliar o efeito terapêutico e imunomodulador da administração por via oral de carboidrazidas pirazólicas em camundongos infectados por L. amazonensis.